sábado, 27 de agosto de 2016

O ‘massacre esquecido’: o genocídio de gregos e assírios.


O genocídio refere-se ao massacre em massa dos caldeus, assírios e da população síria do Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial. A população assíria da Mesopotâmia (de Tur Abdin, Hakkari, Van, Siirt, regiões do atual sudeste da Turquia e da região noroeste do Irã, Úrmia) foram deportadas e massacradas pelas forças turco-otomanas entre 1914 e 1920. As estimativas sobre o número total de mortos variam. Relatórios contemporâneos colocam o número em 270 mil, embora as estimativas recentes revisam o número para 500 a 750 mil vítimas, representando cerca de 70% da população assíria do período

Quase três milhões de cristãos assírios, armênios e gregos foram assassinados pelos turcos otomanos islâmicos durante a Primeira Guerra Mundial por causa de sua etnia e fé.
O genocídio assírio ocorreu no contexto semelhante e no mesmo período de tempo do Genocídio armênio e do Genocídio Grego.

O genocídio dos gregos pônticos aconteceu nas províncias do sudeste do Mar Negro, no Império Turco-Otomano durante o século XX pela administração dos "Jovens Turcos". Tem sido argumentado que os assassinatos continuaram durante o movimento nacional turco, liderado por Mustafa Kemal Atatürk
Tudo isto aconteceu principalmente em meio a um momento em que o Exército da Turquia derrotava os gregos na região durante a guerra dos dois países e o processo turco de independência. Cidades como Gallipoli e outras à beira do mar Egeu foram fortes alvos de perseguições, principalmente focadas nos gregos pônticos (Oeste) e anatólios (mais a sul).

Segundo várias fontes, o número oficial de gregos mortos na Anatólia foi de 300.000 para 360.000 homens, mulheres e crianças. Alguns dos sobreviventes e refugiados, especialmente aqueles das províncias orientais, refugiaram-se no vizinho Império Russo.

A Turquia, nega a veracidade histórica do genocídio armênio e do genocídio assírio. Da mesma forma o genocídio armênio.


Fonte: Arnold J. Toynbee, The Western question in Greece and Turkey: a study in the contact of civilisations, Boston : Houghton Mifflin, 1922, p. 312.

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