O genocídio refere-se ao massacre em massa dos caldeus,
assírios e da população síria do Império Otomano durante a Primeira Guerra
Mundial. A população assíria da Mesopotâmia (de Tur Abdin, Hakkari, Van, Siirt,
regiões do atual sudeste da Turquia e da região noroeste do Irã, Úrmia) foram
deportadas e massacradas pelas forças turco-otomanas entre 1914 e 1920. As
estimativas sobre o número total de mortos variam. Relatórios contemporâneos
colocam o número em 270 mil, embora as estimativas recentes revisam o número
para 500 a 750 mil vítimas, representando cerca de 70% da população assíria do
período
Quase três milhões de cristãos assírios, armênios e gregos
foram assassinados pelos turcos otomanos islâmicos durante a Primeira Guerra
Mundial por causa de sua etnia e fé.
O genocídio assírio ocorreu no contexto semelhante e no
mesmo período de tempo do Genocídio armênio e do Genocídio Grego.
O genocídio dos gregos pônticos aconteceu nas províncias do
sudeste do Mar Negro, no Império Turco-Otomano durante o século XX pela
administração dos "Jovens Turcos". Tem sido argumentado que os
assassinatos continuaram durante o movimento nacional turco, liderado por
Mustafa Kemal Atatürk
Tudo isto aconteceu principalmente em meio a um momento em
que o Exército da Turquia derrotava os gregos na região durante a guerra dos
dois países e o processo turco de independência. Cidades como Gallipoli e
outras à beira do mar Egeu foram fortes alvos de perseguições, principalmente
focadas nos gregos pônticos (Oeste) e anatólios (mais a sul).
Segundo várias fontes, o número oficial de gregos mortos na
Anatólia foi de 300.000 para 360.000 homens, mulheres e crianças. Alguns dos
sobreviventes e refugiados, especialmente aqueles das províncias orientais,
refugiaram-se no vizinho Império Russo.
A Turquia, nega a veracidade histórica do genocídio armênio
e do genocídio assírio. Da mesma forma o genocídio armênio.
Fonte:
Arnold J. Toynbee, The Western question in Greece and Turkey: a study in the
contact of civilisations, Boston : Houghton Mifflin, 1922, p. 312.
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