quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Cerca de 85% dos brasileiros separariam o lixo caso serviço de coleta seletiva estivesse disponível, aponta Ibope



A maioria (85%) dos brasileiros que ainda não conta com coleta seletiva estaria disposta a separar o lixo em suas casas, caso o serviço fosse oferecido nos municípios, aponta pesquisa divulgada na quarta-feira (28) pelo Programa Água Brasil. Apenas 13% dos entrevistados declararam que não fariam a separação dos resíduos e 2% não sabem ou não responderam. O estudo, encomendado ao Ibope, entrevistou 2.002 pessoas em todas capitais e mais 73 municípios, em novembro do ano passado.

Apesar da disposição em contribuir para a destinação adequada dos resíduos sólidos, o percentual dos que não têm meios para o descarte sustentável chega a 64% dos entrevistados. A quantidade de pessoas que contam com coleta seletiva ou que têm algum local para deixar o material separado representa 35% da amostra.

Em relação aos produtos que costumam ser separados nessas casas, as latas de alumínios ficam em primeiro lugar, com 75%, seguidas pelos plásticos (68%), papéis e papelões (62%) e vidros (55%). Os eletrônicos, por outro lado, são separados por apenas 10% dos entrevistados. Cerca de 9% dos entrevistados não separam nenhum material mesmo que o serviço de coleta seletiva esteja implantado na sua região.

Dos que contam com o serviço de coleta seletiva, metade (50%) dos casos tem a prefeitura como responsável pelo trabalho. Catadores de rua (26%), cooperativas (12%) e local de entrega (9%) aparecem em seguida dentre os meios de coleta disponíveis.

O estudo aponta também que a proposta de uma tarifa relaciona ao lixo divide opiniões. A ideia de que quem produz mais resíduos deve pagar uma quantia maior é aprovada completamente por 13% dos entrevistados, 23% concordam parcialmente. Os que discordam completamente a respeito do pagamento da taxa somam 36%. Há ainda os que não concordam, nem discordam (16%) e os que discordam em parte, com 10%.

Na hora de consumir, práticas sustentáveis ainda são deixadas de lado. Preço, condições de pagamento, durabilidade do produto e marca lideram as preocupações do consumidor brasileiro. O valor do produto, por exemplo, é considerado um aspecto fundamental por 70% dos entrevistados. Características do produto ligadas à sustentabilidade, no entanto, como os meios utilizados na produção, o tempo que o produto leva para desaparecer na natureza e o fato de a embalagem ser reciclável, ficam em segundo plano.

Os entrevistados responderam ainda quais produtos devem ser menos usados em suas casas nos próximos três anos. O campeão foi a sacola plástica. O produto é comprado com frequência em 80% das residências, mas 34% dos entrevistados esperam reduzir o consumo. Em seguida aparecem os copos descartáveis (31%), bandejas de isopor (22%) e garrafas PET (21%). No fim da lista, entre os que devem permanecer com alto percentual de consumo, estão os produtos de limpeza perfumados. Apenas 9% estimam que irão reduzir o uso desses materiais.

O Programa Água Brasil é uma iniciativa do Banco do Brasil, da Fundação Banco do Brasil, da Agência Nacional de Águas (ANA) e da organização não governamental WWF-Brasil, com intuito de fomentar práticas sustentáveis no campo e na cidade. (Fonte: Camila Maciel/ Agência Brasil)


terça-feira, 6 de novembro de 2012


Vós que viveis tranquilos
Nas vossas casas aquecidas,
Vós que encontrais regressando à noite
Comida quente e rostos amigos:
Considerai se isto é um homem
... Quem trabalha na lama
Quem não conhece paz
Quem luta por meio pão
Quem morre por um sim ou por um não.
Considerai se isto é uma mulher,
Sem cabelos e sem nome
Sem mais forças para recordar
Vazios os olhos e frio o regaço
Como uma rã no Inverno.
Meditai que isto aconteceu:
Recomendo-vos estas palavras.
Esculpi-as no vosso coração
Estando em casa andando pela rua,
Ao deitar-vos e ao levantar-vos;
Repeti-as aos vossos filhos.
Ou então que desmorone a vossa casa,
Que a doença vos entreve,
Que os vossos filhos vos virem a cara.

Primo Levi


A poesia, como disse Antônio Machado, é palavra no tempo. Cada poeta dá testemunho na terra, de coração aflito, do milagre de um único encontro: o encontro com o seu rosto. Um rosto feito de mil rostos, onde cada ser poderá reconhecer-se. Temporal, por excelência, a palavra do poeta é uma palavra preocupada. Ele sabe que o seu trabalho é preservar, sem os corromper, uns sinais que, apesar de frágeis, têm a força prodigiosa de revelar o homem ao homem Como continuar tão delicada e preciosa tarefa? Como erguer a voz sem que se torne eco de qualquer superstição? Cada poeta acabará por descobri-lo sozinho, com alegria e angustia, pois ninguém aqui o pode ajudar. Entre obediência e rebeldia, entre norma e transgressão, caminhará inseguro, sabendo que tudo lhe é permitido para aumentar a herança e tudo lhe é interdito para a dissipar

(Eugênio De Andrade)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Livro

Octávio Paz
Claude Lévi-Strauss ou o Novo Festim de Esopo
Editora Perspectiva.

Do silêncio









Fausto


sábado, 15 de setembro de 2012


A dor eventual é o preço da vida: passagem, seguro e pedágio.”

“Andamos tão desencantados que ser decente parece virtude, ser honesto ganha medalha e ser mais ou menos coerente merece aplausos.”

"Com as perdas, só há um jeito: perdê-las. Com os ganhos, o proveito é saborear cada um como uma boa fruta de estação."

“Esta experiência, esta vida é nossa única chance de sermos nós mesmos.”

“Mudar, por pouco que seja, faz parte da nossa pequena guerra individual e cotidiana.”

"Meu território é outro... faço parte da manada que corre para o impossível!"

“Os nossos sonhos e sustos sopram em nossos ouvidos quando menos esperamos.”

“Que a gente se divirta sem se matar, que ame sem se contaminar, que aprenda sem se enganar, que viva sem se vender.”

“Se não conheço os mapas, escolho o imprevisto: qualquer sinal é um bom presságio.”

“Tanta gente bandida vivendo feito rei, e tanta gente boa crucificada quando quer fazer o bem e consertar o mal.”

15/9/1938 Lya Luft: romancista, poeta, tradutora, professora universitária e colunista.

"As conversas são sempre perigosas quando se tem algo a ocultar."

“A melhor hora para planejar um livro é enquanto lava-se a louça.”

“A essência da vida é andar para a frente; sem possibilidade de fazer ou tentar marchar para trás. Na realidade, a vida é uma rua de sentido único.”

"Gosto de viver. Algumas vezes me sinto desesperadamente miserável, atormentada pela aflição, mas mesmo diante disso eu compreendo que estar viva é uma coisa grandiosa."

“Ganhar uma guerra é tão desastroso quanto perdê-la.”

“Há sempre um admirável novo mundo, mas só para algumas categorias especiais de pessoas. As felizes. Aquelas que trazem dentro de si mesmas a criação desse mundo. “

"Nada mais curioso do que os hábitos. Quase ninguém sabe que os tem."

"Não reconhecemos os momentos realmente importantes da vida até ser demasiado tarde."

“Não acho que a necessidade é a mãe da invenção - uma invenção surge diretamente da indolência, possivelmente também da preguiça. Para poupar-se trabalho.”

"O arqueólogo é o melhor marido que uma mulher pode ter; quanto mais velha ela fica, mais interesse ele tem por ela."

“O segredo de seguir em frente é começar a trabalhar.”

"Os velhos pecados têm sombras grandes."

15/9/1890 – Agatha Christie, escritora inglesa de romances policiais e peças teatrais.

 “A trama é o carro-chefe da literatura. Tudo mais, o estilo, a maneira de contar, os experimentos, deve estar a seu serviço.”

“Acho que seria uma felicidade poder ler todos os bons livros que existem. É doloroso saber que não leremos todos eles.”
“Creio que parte de meu amor a vida eu devo ao meu amor aos livros.”
 “Chega um momento na vida em que, não importa o se faça, só nos aborrecemos. Sobra então uma maneira de recuperar o prestigio: morrer.”

15/9/1914 - Bioy Casares, escritor argentino.


“Amar é ter um pássaro pousado no dedo. Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento, ele pode voar”

“A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente
"A esperança é uma droga alucinógena".

"A alma é uma borboleta, há um instante em que uma voz nos diz que chegou o momento de uma grande metamorfose."

“A beleza não elimina a tragédia, mas a torna suportável.”

“A saudade é o bolso onde a alma guarda aquilo que perdeu.”

"Aquilo que está escrito no coração não necessita de agendas porque a gente não esquece. O que a memória ama fica eterno."

"Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto."
“Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.”

"Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma. Daí a dificuldade..."

“O tempo pode ser medido com as batidas de um relógio ou pode ser medido com as batidas do coração.”

“Todo jardim começa com uma história de amor, antes que qualquer árvore seja plantada ou um lago construído é preciso que eles tenham nascido dentro da alma. Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles.”

“Simplicidade é isso: Quando o coração busca uma coisa só.”

 “Um livro é um brinquedo feito com letras. Ler é brincar.”

“Uma pessoa é bela, não pela beleza dela, mas pela beleza nossa que se reflete nela...”

15/9/1933: Rubem Alves: psicanalista, educador, teólogo e escritor, seus livros e artigos abordam temas religiosos, educacionais e existenciais, além de uma série de livros infantis.

sábado, 8 de setembro de 2012


 A mãe Rússia deve ser mesmo uma santa... Fez tanto bem à metade que pilhou da Europa, que teve de construir um muro e atirar nas pessoas desesperadas que tentavam fugir daquelas nações miseráveis. Vai ver elas eram masoquistas, fugindo do paraíso para vivenciar por pura loucura os horrores da democracia ocidental. Mais ou menos como naquela ilha da fantasia latino-americana, onde brigar na rua por causa de sabonetes e abrir mão de usar papel higiênico é o mais novo gesto abnegado de apoio à Revolução...
O comunismo é uma doutrina falsa, genocida, monstruosa, burra, fanática, e unânime no Brasil. Tanto quanto seu primo-irmão, o nacional-socialismo, ou, a julgar pelo número de imolados, provavelmente pior. Poucos são os que conseguem permanecer livres desse pensamento único numa falsa república bolivaribanana, pobre, à margem da cultura, como esta. A democracia nunca foi popular, e nunca existiu de fato por estas quintas em que, em se plantando, tudo quanto é dogma totalitário importado viceja, de preferência os que já vêm bem prontinhos e acabados, exigindo pouquíssimo ou nenhum raciocínio para aceitar. É claro que aqui não se sabe absolutamente nada sobre os crimes horrendos da URSS. Vai ver a KGB foi só uma historinha inventada pela CIA, uma teoria da conspiração. Ou vai ver que ela já não existe mais e não está no poder na URSS, que já está demonstrando certo fastio de se fingir de morta.
Feliz Foro de S. Paulo para todos os sábios defensores do totalitarismo comuno-fascista que não enxergam na democracia nada além de um instrumento da "dona zelite". Ops, falando em elite, será que na União Soviética Ibero-Americana haverá vagas na nova elite benfazeja para todos os amigos? Os gulags, especialmente hospitaleiros com os "socialmente conscientes" correligionários, que Lenin carinhosamente apelidou de "idiotas úteis", costuma ser um destino bem mais provável para os que acordam tarde demais do sonho utópico. Mas deixa pra lá, eu não vou e não preciso me agastar tentando convencer ninguém. A Revolução (que no Brasil, também atende pelo nome de Mensalão) é uma ideia tão ruim que, depois de causar suas inevitáveis calamidades de praxe, costuma morrer por si. Claro que, exposta à luz, o processo é muito mais rápido. Mas, mais cedo ou mais tarde, quase todos os sobreviventes acabam percebendo.

Carlos l W Jorge

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Julio Cortázar a 98 años de su nacimiento: Genialidad totalizante



El espíritu libre de Julio Cortázar derivó su obra en las diferentes direcciones de los géneros narrativos. El reconocido crítico Ricardo González Vigil nos da un panorama de su legado

  
Ricardo González Vigil – Miembro de la Academia Peruana de la Lengua – El Comercio

Julio Cortázar (1914-1984) pertenece a la generación de escritores argentinos que se dieron a conocer a fines de los años 30 y durante los 40. Una hornada con grandes narradores: Ernesto Sábato (1911-2011), Manuel Mujica Láinez (1910-1984), Adolfo Bioy Casares (1914-1999) y Silvina Ocampo (1906-1993), señaladamente.

LEGADO ARGENTINO
Sábato se nutrió de la problematización existencial de Roberto Arlt y Eduardo Mallea, así como de la crítica histórico-social enarbolada por el grupo Boedo; y Bioy Casares y Ocampo adoptaron el refinamiento imaginativo y el horizonte cosmopolita del grupo Florida, bajo la órbita de Jorge Luis Borges y la revista “Sur”. En cambio, Cortázar, con mayor complejidad y apertura que Mujica Láinez (se inclina más por Borges-Florisa que por Arlt-Boedo), acogió todo el legado narrativo argentino: el esmero estilístico y el ingenio fantástico de Borges, la angustia existencial y la valoración de la locura y el lumpen-“clochard” de Arlt, junto con la orientación marxista de Boedo, sin desdeñar el radicalismo experimental y el juego metaliterario (la literatura que habla de literatura) de dos autores marginales: Macedonio Fernández y Leopoldo Marechal en su magistral novela “Adán Buenosayres” (1948).

MODERNIDAD PLURAL
Agréguese que, con más decisión que todos ellos, asumió el aliento innovador de la modernidad literaria, desde sus fuentes románticas (recordemos que tradujo a Poe y estudió a John Keats) y simbolistas, hasta las propuestas vanguardistas, en particular el surrealismo. De otro lado, coincidiendo con la modernidad plural del mexicano Octavio Paz, bebió de la espiritualidad oriental: el budismo zen, el hinduismo y el taoísmo.

TODOS LOS GÉNEROS
Su espíritu abierto lo impulsó a cultivar todos los géneros literarios: el cuento, se coronó como uno de los dos más grandes cuentistas del idioma español, en compañía de Borges; la novela, plasmó uno de los climas de la novelística latinoamericana: “Rayuela”); la poesía, digna de relieve; el ensayo, brillante y esclarecedor; y el texto dramático. Más aún, se complació en dinamitar los límites entre los géneros establecidos: las misceláneas “La vuelta al día en ochenta mundos” y “Último round”; los textos brevísimos, inclasificables, de “Historias de cronopios y de famas”; la antinovela sin texto fijo: “Rayuela”; los efectos letristas y concretistas de sus poemas emancipados del verso; etc.

PROTAGONISTA DEL ‘BOOM’
Ese espíritu abierto, sumado a su rostro perpetuamente juvenil y su entusiasmo por la Revolución Cubana (que no sedujo a Sábato, Mujica Láinez, Bioy Casares ni Ocampo) le permitieron conformar el póquer de ases del ‘boom’ de la novela hispanoamericana (1960-1972) con escritores de la generación siguiente: Mario Vargas Llosa (22 años menor que él), Carlos Fuentes (1928-2012) y Gabriel García Márquez (1927).

Con una fórmula condensó la postura del ‘boom’ que apoyaba la Revolución Cubana sin tornar a la literatura un instrumento proselitista: la meta era ser el ‘Che Guevara de la literatura’. Es decir: si el guerrillero se propuso modificar la infraestructura económica y política (el ‘ser social’, en términos marxistas); le correspondía a los creadores literarios revolucionar el lenguaje y la imaginación (la ‘conciencia social’), escribiendo en total libertad y seguir las necesidades expresivas en gran parte inconscientes (lecciones del surrealismo y el compromiso según Sartre).

“RAYUELA”: NOVELA TOTAL
El designio del ‘boom’ de abarcar todos los niveles de la realidad y explorar todos los recursos del lenguaje tejiendo una “novela total” (así la llama Vargas Llosa) alcanzó una de sus realizaciones supremas en “Rayuela” en 1963.

Posee una dimensión realista: el lado de allá (París) y el lado de acá (Buenos Aires) plantean la tensión entre lo europeo-occidental y lo criollo-indoamericano. Alcanzar el centro del mandala o conquistar la casilla superior (cielo) del juego de la rayuela (en el Perú se lo denomina mundo) equivale al tao que sintetiza el yin y el yang, el norte y el sur, lo europeo-occidental y lo americano.

Sin embargo, evita el realismo consabido, propicia lo insólito, lo mágico y lo fantástico. En el terreno verbal, la Maga inventa un lenguaje lúdico de sonoridad mágica e infantil: el glíglico. Otro componente es lo que, en la novela “Los premios” (1960), Cortázar denominó “figuras”: nexos entre los personajes que los revela como desdoblamientos o seres complementarios; así, Horacio es a Traveler, como la Maga a Talita. Nótese la ambigüedad fantástica: Horacio se vuelve un “clochard” en París, pero también se suicida en Buenos Aires, aunque en otro capítulo logra Talita impedir el suicidio, haciéndonos recordar a Borges con sus secuencias que se bifurcan.

Hay un nivel más: el metaliterario, desplegado en varios capítulos, sobre todo los “Capítulos Prescindibles”. Las ideas sobre la antinovela, la novela-mandala, el lector-macho, etc., concuerdan con el deseo de ser el ‘Che Guevara de la literatura’, a tal punto que no hay un texto único, sino que recomienda leer el libro saltando (como en el juego de la rayuela) de un capítulo a otro, invitando a explorar todas las combinaciones posibles.


Os Sonetos de Walter Benjamin




68

Como o coral alastra a sua morte
a arder em árvore púrpura no seio
do mar com a temente alma no meio
dos braços rubros presa do mais forte

Com beijo amargo de ruína veio
a ameaça Ela faz voto de sorte
que acre tormento a tal mando suporte
e é-lhe paga final final receio

Medida no festim desesperado
na turvação lembra a doçura amena
bebe o Lethes do tempo perturbado

qual dando eternidade em mão serena
dota a alma e a herança distribui
O ser simples de quem recusa flui.


 Walter Benjamin

Os Sonetos de Walter Benjamin. Tradução de Vasco Graça Moura. Campo das Letras, 1999, p.153